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A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

03/09/2015 15h21
Por: Redação
Fonte: Editora Intrínseca
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Por: Amelia Rodrigues

 

 

Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler

 

“Eis um pequeno fato:

Você vai morrer.

 

Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo”.

Assim se apresenta a narradora da história. É fato que todos um dia conheceremos a morte, mas poucos serão os que sairão vivos desse encontro. Liesel Meminger foi uma da minoria, entre 1939 e 1943 encontrou a morte três vezes e saiu suficientemente viva em todas as ocasiões. A ceifadora de almas ficou tão impressionada com as proezas da roubadora de livros que decidiu contar sua história.

“As palavras sempre ficam. Lembre-se sempre do poder das palavras. Quem escreve constrói um castelo, e quem lê passa a habita-lo.” (A menina que roubava livros)

Liesel Meminger era apenas uma criança quando o Terceiro Reich ganhou força na Alemanha, separando-a de sua mãe e levando-a para uma cidade aos arredores de Munique, chamada Molching. Mas especificadamente para a casa 33 da Rua Himmel, onde Hans e Rosa Hubermann aguardavam os dois filhos adotivos, pelos quais o governo lhes pagaria uma pensão; entretanto, o carro que parou em frente à sua porta trazia apenas uma menina magricela, cujo irmão morrera durante a viagem, sendo enterrado às pressas próximo à estação de trem.

 Dentro da mala a menina trazia de forma clandestina um manual de coveiro, roubado durante o enterro de seu irmão, esse era o primeiro dos muitos que a roubadora de livros tomaria posse nos próximos anos.

“Quando viesse a escrever sua história, ela se perguntaria exatamente quando os livros e as palavras haviam começado a significar não apenas alguma coisa, mas tudo” (A menina que roubava livros).

 

Com uma nova mãe rabugenta e um pai carinhoso, Liesel tentava se adaptar à nova família, enquanto tentava entender os motivos que levaram sua mãe biológica a deixá-la e lidar com o fantasma do irmão morto.

No meio dessa jornada Liesel conhece um garoto de cabelos cor de limão, aprende a ler com a ajuda do pai, faz amizade com o judeu escondido no porão, rouba livros de fogueiras, compreende o que significa o nazismo e descobre o poder das palavras.

 

"Odiei as palavras e as amei,
e espero tê-las usado direito."
(A menina que roubava livros)

 

Resenha por Mellory do blog Literature-se

 

Uma história que nos faz repensar do que o ser humano é capaz. De um lado, o nazismo destruindo famílias, matando inocentes, queimando livros e impondo uma ideologia doentia. Do outro, pessoas distintas que concordando ou não com o Führer, acabaram sofrendo com o fascismo alemão.

As pessoas podem estar fartas de histórias da Segunda Guerra Mundial, mas não consigo parar de pensar na importância de saber mais e mais sobre esse período, pois, até onde sabemos, um novo Hitler pode surgir e nossas armas de guerra ficam mais poderosas a cada ano, ao passo que a empatia e amor ao próximo diminuem a cada dia.

"O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A consequência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiura e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer." (A menina que roubava livros)

 

A menina que roubava livros teve sua história adaptada para o cinema em 2014. Apesar de fiel ao livro, o filme exclui muitas partes da história. Em resumo, quem leu o livro provavelmente não vai gostar da adaptação, mas quem – como eu – assistiu ao filme antes de ler a obra, apesar de notar as diferenças, não sairá decepcionado. 

Sobre o autor:

Filho de pai austríaco e mãe alemã, o autor australiano decidiu escrever A menina que roubava livros a partir da experiência dos pais sob o nazismo em seus países de origem. Markus Zusak realizou ampla pesquisa sobre o tema na própria Alemanha, checando informações em Munique e visitando o campo de concentração de Dachau. Algumas histórias da ficção são recordações de infância da mãe.*

 

É autor de: O azarão (1999), O bom de briga (2000), A garota que eu quero (2001) – trilogia underdog –, Eu sou o mensageiro (2002), A menina que roubava livros (2005) e A ponte de Clay (2011).

 

*fonte: Editora Intrínseca.
*imagens retirada do banco de dados do Google

 

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