Bem Vindo
Memorial

“COLÔNIA ALEMÃ DE SANTO AMARO, UMA TRAJETÓRIA ÍMPAR (1829-2017)”

Capítulo 7

13/06/2018 17h09
Por: Pablo Walisson
66
Imagem: Banco de dados do Google
Imagem: Banco de dados do Google

Leandro Hessel (texto e foto)

Capítulo 07

 

Olarias de Tijolos

 

Nesse Capítulo, pretendemos lembrar e ressaltar o destaque que vários descendentes da colônia alemã tiveram ao se dedicaram-se ao ramo da fabricação de tijolos em olarias construídas para tal fim, em diversas épocas e gerações, utilizando-se dos meios comumente usados para dito empreendimento.

 

Tal atividade, desde há várias décadas em franca produção, teve seu “fim fulminante” na década de 1980 com o advento da produção de blocos de concreto (posteriormente alguns poucos descendentes dos colonos passaram a fabricar blocos de concreto, até hoje). Outros muitos descendentes, apesar de nunca possuírem olarias próprias, prestaram serviços em olarias de terceiros. Em 1935, no antigo Município de Santo Amaro, havia 45 olarias de tijolos em franca produção (cf. Álbum de Santo Amaro, página 102), das quais a maioria era tocada principalmente por descendentes dos colonos alemães e também por descendentes de italianos.

 

Nas décadas de 1950 e 1960, os oleiros estabelecidos próximos às margens da Represa Billings (antigamente denominada Represa Nova) foram beneficiados pela autorização concedida pela Light para retirar, gratuitamente, barro das ditas margens, passando a utilizá-lo em suas olarias, pois a represa estava sendo assoreada pelo excesso de barro.

 

Espalhados por diversas partes da “área de dispersão da colônia”, pudemos elencar em nossas pesquisas as seguintes famílias, cujos descendentes, de várias gerações e em diversas épocas diferentes, se dedicaram à fabricação de tijolos (formais ou informais): Christe, Cloos, Corbarg (também fabricantes de telhas côncavas), Glasser, Gotsfritz, Guilger (também fabricantes de telhas côncavas), Hein, Helfstein, Hemmel, Hengler, Hessel, Klein, Plunin, Reimberg, Rocumback, Roschel, Schunck, Wever e Zillig.

 

A partir da quinta geração e seguintes, nenhum descendente empreendeu trabalhar com olaria de tijolos.

  

Após a decadência das olarias, alguns poucos descendentes dos colonos dedicam-se à fabricação de blocos de concreto – indústria que substituiu as olarias, como citado acima

 

A última olaria de tijolos tocada por um descendente dos colonos alemães na Região de Parelheiros pertenceu a Orlando Helfstein da Silva (conhecido por Orlando Rato) (*1932), cujas atividades cessaram por volta de 2010. Contudo, ainda existe uma última olaria em funcionamento, de um descendente, localizada no Bairro Palmeirinha, em Juquitiba-SP, tocada artesanalmente por Júlio Mário Fischer (*1950), descendente da família Guilger. 

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