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"EU SOU MALALA"

"EU SOU MALALA"

21/07/2017 14h39
Por: Redação
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Imagem: Banco de dados do Google
Imagem: Banco de dados do Google

Por: Amélia Rodrigues

 

A história da garota que defendeu o direito à Educação e foi baleada pelo Talibã

 

Malala Yousafzai é uma jovem paquistanesa, militante dos direitos das meninas de ir à escola. Aos 17 anos, é a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz. Malala Yousafzai nasceu no Vale do Swat, no norte do Paquistão, no dia 12 de julho de 1997. Desde então, luta ao lado de seu pai, Ziauddin Yousafzai, por educação de qualidade.

 

No Paquistão, assim como em outras culturas patriarcais, as mulheres devem acatar às ordens de seus maridos, cuidar da casa e dos filhos e, por essa razão, não precisam ir à escola. Por outro lado, os homens são sempre criados para serem líderes e frequentam as melhores instituições desde a infância.

 

“Nós, seres humanos, não percebemos como Deus é grande. Ele nos deu um cérebro extraordinário e um coração amoroso e sensível. Abençoou-nos com a capacidade de falar e expressar nossos sentimentos, dois olhos para ver um mundo de cores e beleza, dois pés que caminham pela estrada da vida, duas mãos que trabalham por nós, um nariz que aspira fragrâncias deliciosas e dois ouvidos para escutar palavras de amor”. (Eu sou Malala)

 

O nascimento de Malala foi festejado pela família, apesar da tradição não felicitar quando é uma menina que virá ao mundo. Para Malala e sua família a vida era feliz, até a chegada do Talibã. O grupo terrorista proibiu as meninas de irem à escola, bombardeou instituições voltadas para a educação feminina e cometeu diversos atentados às mulheres consideradas uma desonra para suas famílias. Foi nessa época que Malala se tornou ativista pela educação e se levantou contra o terrorismo.

 

“Algumas pessoas têm medo de fantasmas, e outras, de aranhas - naquela época tínhamos medo de outras pessoas”. (Eu sou Malala)

 

Em 9 de outubro de 2012, aos 15 anos, Malala foi baleada na cabeça a queima roupa por um talibã quando voltava da escola. Por um milagre sobreviveu. Hoje vive com sua família na Inglaterra e não pode voltar ao Paquistão por decreto do Talibã.

 

O que poderia ter sido – e quase foi – sua morte serviu como estopim para que o mundo voltasse seus olhos para Malala, para o Paquistão, para o terrorismo e para os direitos das mulheres.

 

“Comecei a entender que a caneta e as palavras podem ser muito mais poderosas do que metralhadoras, tanques ou helicópteros. Estávamos aprendendo a lutar. E a perceber como somos poderosos quando nos manifestamos”. (Eu sou Malala)

 

“Eu sou Malala” foi escrito pela jovem ativista, com o auxílio da jornalista britânica Christina Lamb, e aborda diversos assuntos além da história de vida da autora, que também conta a história do Paquistão, a cultura do país, a rotina das pessoas que vivem no Vale do Swat. Também explica sobre o Islamismo e como o mesmo foi distorcido pelo grupo extremista, expõe como os talibãs conseguiram fazer “lavagem cerebral” no povo por meio de um programa de rádio, como o grupo destruiu a vida que Malala conhecia e como sua voz se levantou contra o terrorismo. Uma leitura da qual, pode ter certeza, você não vai se arrepender.

 

Assista aqui a resenha de “Eu sou Malala” por Fabiana Bertotti

 

Em 2014, os esforços de Malala foram reconhecidos quando, aos 17 anos, se tornou a mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz por sua luta pelo direito das meninas e das crianças à Educação.

 

Assista aqui o famoso discurso de Malala Yousafzai na ONU

 

A Fox Films produziu um documentário sobre a vida de Malala em 2015, o filme é intitulado “He named me Malala” (Ele me chamou Malala)*, uma referência à escolha de seu nome, uma homenagem feita por seu pai à legendária heroína afegã Malalai de Maiwand, que morreu no campo de batalha tentando ajudar o pai e o noivo em uma das guerras do século XIX contra os britânicos.

 

 

Ficha Geral do livro:

 

Livro: Eu sou Malala
Autor(a): Malala Yousafzai com Christina Lamb
Categoria: Biografia
Edição: 2013
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 360

 


Assista aqui o trailer de “He named me Malala” legendado em português

 

*No Brasil o documentário foi lançado sob o título “Malala”.

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